Nesta manhã fui acometida de fortes dores, não dores físicas como pode pensar a senhora mãe de família que me lê agora, mas o pior exemplar delas, dores de alma. Essas me tomavam toda a alma e o coração, me deixando apenas com os olhos marejados e as mãos a procura de alguma força que a vida pudesse vir a me mandar. Mas pra variar, nada.
Resolvi deitar-me, mas os rostos de todos aqueles que perdi pelo meu orgulho e pelo meu coração que outrora fora tão sensível e ofensível, não me saiam da cabeça. Hoje senti as dores de uma alma fria e um coração duro. E infelizmente, tais dores são incuráveis.

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