"Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu"
Noite. Consciência. Pesada, muito, muito pesada.
Apesar de tudo ainda era uma menina, jovem, porém nada ingênua. Infelizmente.
Acabara de entrar na vida real, sem contos de fadas nem tampouco alegrias. Era arrependida, repreendida, porsi mesma. Era apaixonada, impossivelmente apaixonada, decidiu pornão insistir mais. Não insistir mais em nada, na vida.
Tinha medo de repreensão, precisava apenas de uma palavra, compreenção. Porém mais uma vez, não insistiu.
Consigo mesma. Com sua consciência. Com as saudades e com a angustia de quem vive uma vida de solidão. Doía. No entanto decidiu-se, e o fez. O fez de forma bonita, digna de atrizes de cinema antigo,com seu eterno jeito de mulher forte. Quisera ela ser uma mulher forte, e o fez. Já havia sido má o bastante com o mundo. Esse por sua vez já havia maltratado demais seu coração.
Acabara com o que lhe doía, da forma mais fria e arrogante, e gostava disso. Como uma mulher, uma mulher forte de verdade.
Limpou-se, cansava-se de se sentir suja. Bebeu. Relevante. Era irrelevante sua vida.
Séria, acabou com todo o faz de conta, e o castelo de cartas de sua vida caiu. Em um último segundo.
...Já estava morta muito antes do ato
