quarta-feira, 28 de setembro de 2011

"And you've just had some kind of mushroom
and your mind is moving low..."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

pode durar uma noite.

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmos 30:5

Nesta manhã fui acometida de fortes dores, não dores físicas como pode pensar a senhora mãe de família que me lê agora, mas o pior exemplar delas, dores de alma. Essas me tomavam toda a alma e o coração, me deixando apenas com os olhos marejados e as mãos a procura de alguma força que a vida pudesse vir a me mandar. Mas pra variar, nada.
Resolvi deitar-me, mas os rostos de todos aqueles que perdi pelo meu orgulho e pelo meu coração que outrora fora tão sensível e ofensível, não me saiam da cabeça. Hoje senti as dores de uma alma fria e um coração duro. E infelizmente, tais dores são incuráveis.

terça-feira, 23 de março de 2010

uma conversa de uma só pessoa.

Eu digo: deus me mandou o rato hoje também. ler aquilo me deixou nao diria desolada, mas me deixou meio estranha
*naf silas. diz: um texto qualquer de Clarice sempre infecciona e geralmente de forma generalizada. é fatal
Eu digo: "E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder" eu me vi nisso tanto silas
*naf silas. diz: uhum
Eu digo: e de alguma forma sei lá me fez sentir invadida entende/?
*naf silas. diz: entendo o que você quer expressar
*naf silas. diz: eu me encaixo nesses sentimentos é a soma da procura e da perca, da solidão e do tédio, da apatia do "café com pão" é como se agente vivesse numa cidade pequena onde nada acontece.
Eu digo: sério acho que eu tenho um problema. há poucos minutos eu tava sem esperança nenhuma em nada agora, nao sei, me voltei na vida
Eu digo: sempre tudo se repete deixando agente assim...
*naf silas. diz: desolado, eu diria... e cansado
Eu digo: é exausto, perdido
*naf silas. diz: de uma forma diferente. mas, cansado
Eu digo: que por um lado se espera tudo igual sempre, e por outro nos perguntamos todo dia qual é o proximo absurdo que a vida nos preparou
*naf silas. diz: sinceramente, eu me sinto mal colocado, na maior parte do tempo eu me sinto um peão de xadrez colocado no jogo de uma mesa de sinuca haha chega a ser engraçado, só as pessoas me animam. ver elas cuidando um pouco de mim, prestando atenção, se importando, rindo. elas felizes, e eu também... por um tempo. dividir o desconsolo ajuda
Eu digo: de fato."Depois de sua morte, um amigo escreveu que Clarice era uma estrangeira. Não porque nasceu na Ucrânia. Criada desde menininha no Brasil, era tão brasileira quanto não importa quem. Clarice era estrangeira na terra. Dava a impressão de andar no mundo como quem desembarca de noitinha numa cidade desconhecida onde há greve geral de transportes. isso é tão verdadeiro não é? voce as vezes nao se sente "estrangeiro" assim?
*naf silas. diz: quando não tem ninguém pra dividir, eu passo os meus dias pensando naquela "saudade"
Eu digo: sim... eu choro. odeio pensar
*naf silas. diz: a verdade é que tá todo mundo isolado, mesmo mantendo o contato aprisionado dentro de si mesmo
Eu digo: isso é tão horrivel
tão desumano
tão cruel
da parte de seja lá quem for
jogar agente nesse mundo
com tanto sentimento
e sem ninguém além de nós
*naf silas. diz:
eu queria só o meu manual...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pedir

"E HOJE, EU VOLTO, NA MESMA ESTRADA, COM ESPERANÇA INFINITA NO OLHAR "




Pedir que a vida se acabe como acabam os morangos na geladeira, ou como se acabam os beijos de amor, quanto mais a realidade se mostra presente. É exatamente isso que faço, toda noite, antes de deitar minha cabeça pesada, de álcool e outras substâncias no travesseiro com fronhas limpas. Não peço amores impossiveis, nem lágrimas de remorso, muito menos força para continuar. Não se pede o que não se vai precisar. é isso que faço, peço a Deus, ou algo semelhante, que a vida se acabe, não é pedir demais, uma vez que toda a esperança de uma vida toda já foi tão gasta e usada como são gastas e usadas as palavras, que para mim, já não dizem mais nada. Não me lamento, pois convenhamos, de lamentos Deus já deve estar cheio, só tenho um pedido, apenas, Meus desejos já não interessam, os caminhos se separaram, assim como as mãos, sedentas de prazer, ou simplesmente dependentes de um carinho inexistente, separaram-se assim como as nossas almas, ligadas tão fortemente por laços de piedade e pena, pela solidão do outro, eu temo pelo que deixamos de fazer graças á ingratidão da vida, que parece ter nos odiado tanto. Tanto que nos separou da forma mais cruel de se separar duas pessoas tão intimamente ligadas pelas dores da vida, o esquecimento.
Queria poder nos ver denovo naqueles tempos, que você me visse agora e voltasse cheio de remorso, essa de esquecer acabou comigo, eu nem sou mais a mesma. Essa porra dessa falta que me faz tudo aquilo, esse aperto que me dá no peito quando eu lembro da ultima vez que agente se viu e de como tudo isso acabou, de tudo que eu não te disse.
Mas como não se sente pelo que não aconteceu, eu não sofro.

É perigoso, fazer o que não se faz, é perigoso

domingo, 25 de outubro de 2009

Panelas

Certo dia desses, durante um café com um uma amiga, ela me diz que sua mãe lhe havia dito que "cada panela tem sua tampa", e depois desse dia, constantemente eu me pego pensando, tomando como base minha própria vida, será mesmo que todas as panelas, que por sinal somos nós mulheres têm sua tampa, perfeita, do tamanho certo? Será mesmo que tomas nós precisamos de tampas que nos fechem e nos separem do mundo exterior? está cada vez mais difícil achar tampas e cada vez mas necessário (pelo menos no meu caso) separar-se e ficar só apenas no seu lugar sozinho, aonde ninguém pode te machucar, nem mesmo seus olhos e as palavras de outrem, e então, isso vira um grande problema.
Com o tempo, aprende-se a ser paciente, e a esperar, esperimentando cada vez mais tampas e mais tampas sempre com a esperança de quem sabe que um dia consegue, um dia acha, mesmo que a certeza, a vida nunca nos dá, com o tempo desiste-se de sofrer, torna-se frio e indiferente em relação á tudo o que nos falta, a tudo que poderiamos perfeitamente ter e só deus sabe, porque não temos, torna-se até indiferente com as relações, já não se ama mais as pessoas como se fazia, com o tempo agente descobre que as pessoas são tão ridículas e tão coitadas, e com mais tempo ainda, se esperarmos, aprendemos até a odiar as pessoas.
E no fim, eu chego á conclusão que na verdade, há uma rara excessão de mulheres que são apenas frigideiras, que durante muito tempo, foram cobertas apenas com papel alumínio, por não haver muitas tampas fortes por ai, que consigam segurar todo o óleo quente que há em uma frigideira.


OBS. há mulheres que são "frígidas" também, mas isso já é outra história.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

uma semana

o que eu faria se tivesse uma semana de vida? Eu acho que eu iria gostar muito que me restasse apenas isso, me agrada a idéia do aproveitamento intenso e pleno do momento presente, o arrependimento de amigos e não amigos, e a vontade de correr atraz da vida não vivida.
A verdade é que, talvez todos nós deveriamos ter o prazer de saber, todos nós deveriamos ter o direito de viver ao menos uma vez, sem pensar nas consequencias futuras. saber, nós nunca sabemos, a vida em si, com todas as suas determinações exatas de que nada que é predestinado a ser assim, será de outro jeito, ainda há a vontade de mudar a predestinação, cansa-se de ser o mesmo, cansa-se da vida, cansa-se do tempo que passa ou não passa, porque ele mesmo é predestinado a não fugir sequer um milimetro do que lhe cabe.
A diversão é a mesma, é a repetição de tudo, desde o principio de toda a humanidade, tudo se repete da mesma forma, e esta é a minha diversão, quero sofrer e ter prazer, tudo porque amo e odeio e quero matar ao passo que quero amar, quero fazer com que sintam o que eu sinto e provar que não vivem sem mim, quero perder a razão para que depois de forma insana seja perdoada pela ordem que existe em mim mesma, quero voltar ao início aonde eu poderia ser selvagem e gritar meu ódio e amor, perder toda a descencia e não me sentir como se estivesse prestes a morrer, morrer de palavras presas que precisam ser faladas, palavras de espinhos para machucar a quem ouvi-las. Não preciso mais fingir de forte, estou só agora, com testemunha de mim mesma, eu posso enfim admitir que sinto uma falta imensa do que já não volta mais, meu orgulho não me permite dizer mais, nem por pensamento.
Essa mesma, que chamo de rotina, que ao passo que nos dá, nos toma a vida aos poucos. E quando já não se tem? não posso, e sei que não posso dar o que não tenho, ela já me tirou toda a vida, e agora, devo, devo a mim mesma, á propria vida passada em vão.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Final de mais um começo

Chegou o natal, fim de ano... E com ele todo o meu mau humor acumulado durante o ano inteiro. Um dois três... Acabou-se, um ano a menos. Graças a deus. As boas companhias não me faltam, me sinto na verdade mergulhada numa frustração gigantesca.
Acho mesmo que vou passar no natal sentada com cara de idiota, pensando em cada absurdo que a vida me ofereceu durante esse ano que (finalmente!) passou. Comemorar o que? As inúmeras brigas, as garrafas de cerveja os bares fechando, os idiotas que conheci ou a bela dor de cabeça com que eu acordei hoje? Um novo ano começa! Que ironia... Todos são iguais e todos bem sabemos disso, e eu não gastaria uma garrafa de champagne pra comemorar meu tédio social em família diante de uma mesa com umas comidas horríveis que graças ao bom deus, só se serve no natal.
O jeito é ir dormir, ou fingir que se vai, às oito e meia com a desculpa de ressaca, esperar que saiam e acender meu cigarro, servir minha dose, sem gelo com dois dedos de guaraná e esperar pra ver qual é a nova que a vida vai me proporcionar nesse ano novo.
"Literatura é que nem mulher: quando não presta, nem vale a pena perder tempo." Bukowski